Durante esta caminhada, gradativamente,
os profissionais do NEPES e os alunos surdos iam conduzindo
a direção pedagógica e política
a ser seguida, em estreita relação com
a identidade, a história e a cultura surda.
Por isso, para o NEPES foi imperativo deslocar paradigmas
estabelecidos em relação à língua
(a língua portuguesa passou a ser concebida
como segunda língua), à formação
(compreensão do processo histórico e
social de exclusão dos surdos), e às
relações assimétricas de poder
e saber entre surdos e ouvintes (quem detém
o con hecimento sobre a cultura surda é ela
própria). É com esses alicerces que
o NEPES prossegue construindo o trabalho junto com
os surdos e movimentos sociais surdos.